PINTASSILGO

Blog de ariel-passaros :CRIAÇÃO DE PÁSSAROS, PINTASSILGO

    Existem duas espécies de Pintassilgos nativos do Brasil. Um é o pequeno Pintassilgo do Nordeste - Spinus (Carduelis) yarrellii, sem subespécies e o outro é o Pintassilgo de Cabeça Preta - Spinus (Carduelis) magellanicus com pelo menos

 

quatro subespécies sendo que das quais S. m. alleni - Pintassilgo Pinheirinho e S. m. ictericus do Sudeste do Brasil, são as mais comuns. Spinus m. magellanicus do extremo sul e Spinus m. longirostris do extremo norte do Brasil não são comuns na avicultura Brasileira. S. m. magellanicus pode ser reconhecido pelo seu abdômem completamente branco. S. m. ictericus é aproxidamente do mesmo tamanho que S. m. magellanicus mas suas penas abdominais são intermediárias na intensidade de amarelo, entre o S. m. magellanicus e S. m. alleni os primeiros de cor amarelo pálido ou com uma faixa amarela bem menor, suas asas têm bordas brancas enquanto no S. m. alleni as asas, penas primárias e secundárias são totalmente negras. O S. m. longirostris é virtualmente idêntico ao S. m. alleni exceto por seu bico pontudo que é um pouco mais longo.

    Eu não tenho nenhuma dúvida que na região oeste do Brasil, junto à fronteira com o Peru, existem S. m. urubambensis e na região noroeste desta fronteira provavelmente existe S. m. peruvianus. É também razoável assumir que a região sudoeste de Mato Grosso seja uma área de ocorrência do S. m. santaecrucis, apesar destes pássaros terem sido reportados no Mato Grosso, sua área de ocorrência é principalmente ao redor da região de Santa Cruz na Bolívia, e, na realidade, S. m. alleni muito frequentemente invade a área de ocorrência da subespécie santaecrucis. Os espécimes mais puros e menores da subespécie alleni vêm da região próxima a Cáceres e Cuiabá. Ambas as cidades são localizadas no sudoeste do Mato Grosso, perto da fronteira Boliviana. Pássaros de outras áreas variam de tamanho.

    Spinus m. alleni é um das menores subespécies do Pintassilgo de Cabeça Negra sem penas brancas no abdômem enquanto S. m. santaecrucis pode ser reconhecido por suas partes superiores serem bem mais escuras e abdômem branco. Toda essa informação são de maior interesse para os entusiastas de Pintassilgos que são estritamente puristas; muitas outras pessoas, de qualquer forma, não iriam perceber as diferenças, as quais são tão pequenas e irregulares em algumas subespécies.

 

 O Pintassilgo do Nordeste Spinus (Carduelis) yarrellii, por outro lado, é inconfundível; são amarelos com padrão de asas típico de pintassilgos e com uma coroa negra. Não há diferença quando se compara pássaros oriundos de uma mesma região, mas, aparentemente, não é o caso quando se compara pássaros vindos de duas regiões diferentes. Uma questão que é ainda um mistério, é como é possível que o yarrellii Brasileiro, principalmente achado no Ceará e na Paraíba e ocasionalmente no nordeste da Bahia reapareça de novo a 4000 km de distância na região de Carabobo na Venezuela? Uma das teorias é que eles poderiam ter sido introduzidos. Se esta teoria for verdadeira, então muitos iriam perguntar: Introduzidos de onde para onde?? Isto é, do Brasil para a Venezuela ou vice-versa?

    Do que eu tenho visto, os pássaros cativos originários de populações Venezuelanas são menores que os pássaros originários do Brasil. Apesar disto ser apenas minha impressão das diferenças, eu ainda tenho dúvidas e a razão é óbvia, porque infelizmente pássaros achados em cativeiro não são sempre mantidos puros.     Outros criadores acham que definitivamente existe uma diferença. Relatórios recentes do Brasil afirmam que diferenças em padrões de cor foram vistos em pássaros selvagens, o que provoca ainda mais controvérsia, como "por que e como isto é possível?". Através de minha comunicação pessoal com criadores de Pintassilgos, tanto do Brasil como da Venezuela, existe uma preocupação que o Pintassilgo do Nordeste esteja ameaçado em ambas as localidades. Na Venezuela alguns criadores defendem que estes pássaros já estejam extintos enquanto que no Brasil ainda existem alguns bolsões onde podem ser vistos, sendo que tais avistamentos estão se tornando cada vez menos frequentes.

    Desde a proibição da exportação e devido à inabilidade dos cridores de Carduelis de reproduzi-lo e estabelecê-lo em cativeiro, eles estão se tornando muito raros e seu preço tem "subido como foguete", por assim dizer. Por outro lado, os Pintassilgos de Cabeça Preta sendo razoavelmente bons reprodutores, possuem números estáveis em cativeiro na Austrália e na Europa e seu preço caiu. Nos EUA, criadores ainda estão tendo dificuldades, mas os Pintassilgos estão se tornando cada vez mais populares. Criadores americanos  tendem, em geral, a criar mais os Estrildídeos e Granívoros Australianos. Na América do Sul, criadores do Brasil e Argentina estão tendo resultados muito bons.

 

    Vinte anos atrás eu comprei meu primeiro casal de Pintassilgos de Cabeça Preta e eles reproduziram bem em meus viveiros.

Eu não poderia imaginar que alguém poderia ter problemas em reproduzi-los. Todos os meus pássaros são parcialmente descendentes daquele primeiro par de vinte anos atrás. Eu troco pássaros, frequentemente machos, ocasionalmente, para adquirir "sangue novo" com outros criadores. Eu sempre mantenho minhas fêmeas. Eu acho que meu sucesso com o Pintassilgo de Cabeça Preta é principalmente alcançado porque eu dou a cada casal um pequeno viveiro de 2m (alt) x 1m (larg) x 2m (comp).
    A mistura de sementes para Pintassilgos é completamente diferente da mistura usada para Canários ou para Estrildídeos. Pintassilgos americanos e europeus consomem muitas sementes oleosas como níger e girassol. Eu acredito que seria difícil manter pintassilgos em cativeiro sem estas sementes. Durante o período de reprodução, deve ser fornecido a eles milhetos e sementes de gramíneas ou os pais irão abandonar os filhotes. Eu semeio em meu próprio quintal milheto, milheto japonês, linhaça, etc. mais ou menos dois meses antes do período reprodutivo. A disponibilidade de sementes verdes aumenta muito o interesse dos pássaros pela reprodução, especialmente os Pintassilgos da Venezuela. Se estas sementes não estão disponíveis, uma alternativa é o oferecimento diário de uma folha de alface.

  

 

  Minha maior satisfação é reproduzir pássaros da mais elevada pureza e ser capaz de distinguir as subespécies em meu criadouro. Eu nunca produzo híbridos. Cruzamentos entre subespécies está fora de questão. Uma de minhas ambições é tentar a sorte com algumas das espécies mais raras como S. crassirostris, S. dominicensis e S. nigriceps. Estas espécies são ocasionalmente disponíveis mas até agora ninguém publicou nada a respeito deles.

    Eu acredito que devíamos ter a liberdade de manter, importar e exportar todos os pássaros nascidos em cativeiro mas nunca inundar o mercado com pássaros selvagens. Existe apenas uma pequena quantidade de pessoas que são realmente apaixonadas pela vida selvagem e o meio ambiente. Outros estão no negócio pelo lucro e para o resto da população um pássaro é um pardal, um pombo ou um frango assado. Isto é verdade e não uma brincadeira! Frequentemente quando pergunto às pessoas sobre pássaros, muitos não se lembram de nenhum outro. O meio ambiente lá fora está realmente sob risco devido a constante intervenção humana e portanto é importante que nós escutemos os ambientalistas assim como ser cuidadosos ao que os governos estão propondo e planejando.

terça 03 fevereiro 2009 21:41



2 comentário(s)

  • ionaldo mailto Qua 21 Mai 2014 17:06
    Gostaria de adquirir um casal de Baianinho, ou somente um macho
  • Adriano mailto Qui 27 Mar 2014 17:49
    Quero comprar pintassilgo para criar por favor entre em contato comigo .cel 997727855


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